quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Os 20 melhores dos anos 2000 - Carol
Café e Cigarros (2003), Jim Jarmusch
Elefante (2003), Gus Van Sant
Dançando no Escuro (2000), Lars Von Trier
Encontros e Desencontros (2003), Sofia Coppola
Reis e Rainhas (2004), Arnaud Deplechain
Amor à Flor da Pele (2000), Wong Kar-Wai
Monstros SA (2001), Pete Docter
Taxidermia (2006), György Pálfi
Alta Fidelidade (2000), Stephen Frears
Os Excêntricos Tenembaums (2001), Wes Anderson
Cidade dos Sonhos (2001), David Lynch
Napoleão Dinamite (2004), Jared Hess
Anti-Herói Americano (2003), Shari Springer Berman e Robert Pulcini
Pequena Miss Sunshine (2006), Jonathan Dayton e Valerie Faris
Fale com Ela (2002), Pedro Almodóvar
Terra dos Mortos (2005) , George Romero
The Brown Bunny (2004), Vincent Gallo
O Signo do Caos (2004), Rogério Sganzerla
O Pianista (2002), Roman Polanski
A Criança (2006), Jean Pierre & Luc Dardene
terça-feira, 14 de agosto de 2007
A ação demoníaca
Dada a impiedosa injeção de testosterona deste blog, me senti impelida a escrever algo o mais mulherzinha possível, sobre um filme francês ou uma comédia romântica. Mas não. Na última semana eu me dei ao trabalho de ligar a televisão com o firme objetivo d’ela fazer-me dormir e, nas três seguidas vezes, no mesmo aclamado canal cult, deparei-me com o famigerado “Bebê de Rosemary”, filme que há tempos estava em meu imaginário como “filme de terror” e que eu constantemente confundia com “A mão que balança o berço”, por algum motivo bizarro.
Ainda assim, as duas primeiras tentativas de assisti-lo foram fracassadas, levando em conta que o objetivo inicial de forma alguma era assistir à um filme cuja storyline é “A jovem Rosemary provavelmente carrega o anticristo no ventre.”
Ainda assim, a presença marcante do ídolo, lindo e carismático,
John Cassavetes me fazia lutar para não dormir, embora o sono acabasse ganhando. Na terceira tentativa eu tomei vergonha na cara e assisti a toda a saga da família Woodhouse e seus vizinhos caquéticos.
Rosemary e Guy são recém casados, que se mudaram para um prédio em NY onde, no passado, várias histórias de morte e canibalismo ocorreram. Logo fazem amizade com o casal de velhinhos do apartamento da frente, que torram o saco dos coitados.
O espectador sabe que tem algo de errado com aqueles velhos, eles realmente são assustadores. Mas o fato é que eles são meio que lideres de uma seita diabólica e Guy (ou Cassavetes in the dark side of the force, como eu prefiro chamar), um ambicioso aspirante a ator, vende o primogênito ainda nem concebido em troca de sucesso.
Enfim... todo esse falatório pra chamar atenção a um filme muito bem sucedido e não muito dogmático na ferida que toca, o Allmight , mas ainda sim categórico em sua afirmação, uma vez que Rosemary parece ceder ao "mal", no final, pelo filho. Se hoje eu ligar a tevê e estiver passando eu assisto novamente, com gosto e menos medo.
E viva a aleatoriedade.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
A ação frenética
Adrenalina (Crank), de Mark Neveldine e Brian Taylor. Não é Luc Besson, mas, ora, não vou escrever sobre o francês se conheço-o mal. O terreno é parecido: filme de ação, testosterona e Jason Statham. E foi o Tiago quem me indicou. O filme , que parte de uma premissa tentadora para o público sedento por sangue, é sobre um assassino profissional (Statham) foi envenenado e para desacelerar a ação do veneno, ele precisa manter o nível de adrenalina alto. A morte será inevitável. O que temos com isso são perseguições de carro dentro de shoppings, tiroteios, sexo em público, uso de drogas e outras coisas divertidas.Os diretores parecem então cheios justificativas para brincarem com a imagem, afinal o seu protagonista está extremamente alterado, correndo, matando, roubando em busca de vingaça. A forma expressaria o estado do personagem. Mas o excesso beira o rídiculo. Montagem frenética, redundante, inundada de efeitos desnecessários, usados para situar a ação, criar um suspense superficial ou simplesmente dançar ao ritmo da música.
De fato, percebo uma fraqueza na imagem produzida, os realizadores parecem não acreditarem na sua capacidade de criar imagens menos efêmeras. O produto, videoclíptico, parece ser feito para o consumo rápido e necessário, como a cocaína cheirada pelo herói no chão do banheiro. Necessidade criada pelo mercado, explicitas nos trailers, provocadores de desejo por uma obra esvaziada.
Como alternativa, mais satisfatória e perene, de imagens concretas e de peso, aponto filmes de Michael Mann, como Miami Vice e Fogo Contra Fogo. Filmes mais elaborados tanto imagética, quanto dramaturgicamente. Mas sobre esses, exijo mais que 25 minutos de reflexão.
domingo, 12 de agosto de 2007
A ação francesa
